sábado, 30 de julho de 2016
DESGOVERNO TEMER - QUEM PODERÁ NOS DEFENDER?
Dizem as ‘más línguas’ de alguns que vivemos numa Democracia. É de ser perguntar: aqui no Brasil? Desde quando? Se isso é democracia, é preciso mudar o termo. Aquele (pelo menos o conceito) surgido há quase 3 mil anos na Grécia significava outra coisa: Demo – Povo; Cracia – Governo. Na verdade, o Estado brasileiro não passa de uma estrutura a serviço dos grandes empresários da cidade e do campo. São meia dúzia de magnatas que se apropriaram de todo o poder publico, das forças armadas e instituições jurídicas. O povo, particularmente os trabalhadores, são verdadeiros coadjuvantes nesse sistema político.
O fato mais inconteste é o golpe ocorrido contra a presidenta Dilma Roussef e, ainda mais agora, nessa verdadeira avalanche direitista do ‘desgoverno temista’. Nunca estivemos realmente no poder. Parece até que perdemos (alguém de bom coração poderia pensar). É verdade, nunca estivemos. Nos últimos 13 anos o PT justificou suas alianças com os mais corruptos com o propósito de mudar a vida da sofrida população brasileira. E não fizeram isso inocentemente! Foram conscientes MESMO! Tanto é que uma boa parte (não todos) mudaram radicalmente de vida, passaram dos apertos do fim do mês às regalias da ‘high society’.
Ao mesmo tempo, é também inegável que muitas conquistas sociais ocorreram. A renda melhorou, o acesso a serviços públicos se ampliou e o Brasil saiu do MAPA DA FOME. Essa é uma das maiores conquista! Daí deduz-se: PARA TERMOS DIREITOS JUSTOS PARA O POVO É NECESSÁRIO FECHAR ALIANÇAS ESPÚRIAS E SE CALAR DIANTE DA CORRUPÇÃO ENDEMICA? É JUSTIFICÁVEL QUE PRA TERMOS UMA VIDA MELHOR NO BRASIL É OBRIGATÓRIO AJUDAR MEIA DÚZIA DE EMPRESÁRIOS A ENRIQUECEREM ATRAVÉS DE CONTRATOS COM O ESTADO?
quarta-feira, 1 de maio de 2013
ABRIL
É dia primeiro pindorama não despertou
Está diferente
Liberdade aprisionada, voz cerceada
Trancafiaram a vontade soberana e sagrada do povo
Março não terminou
A noite continuou
Luz apagada
Choques
Pau de arara
Quem ouviu os gritos da esperança?
Ouviu também o tilintar das taças de champanhe no Palácio da Alvorada?
Vem vem vem..
Ver passar a tupiniquim, a amarelinha, o carnaval
Ver vendida o futuro dos
Josés Joãos Marias Fátimas
E qualquer um que ainda virá
Institucionalizaram o terror
Sangraram a quimera do porvir
Derramaram sobre os corpos nus a imundice da mentira deslavada
Alguem viu passar?
Já pegaram! Já pegaram!
Mais um patriota se foi de pé
Resistir foi um dever
A história apenas o guia
Não morreram aqueles resistentes
Os algozes sim
Heróis são para sempre...
Por que viver não é respirar
Viver é legar, é memória, é verdade, é justiça
Abril ainda será vingado
Serley Leal
sábado, 19 de janeiro de 2013
Greve da Normatel é exemplo de união e luta dos trabalhadores
Durante 20 dias, os trabalhadores contratados da empresa NORMATEL ENGENHARIA (terceirizados de uma das subsidiárias da Petrobras chamada LUBNOR – Lubrificantes Derivados do Nordeste) realizaram uma combativa paralisação para garantir o direito do reajuste nos salários de 8% previsto pelo Acordo Coletivo 2012. Desde junho do ano passado, o dono da empresa se nega a pagar o que o seu próprio sindicato (patronal) havia acertado com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil. Exatamente por isso, este último encaminhou à Delegacia Regional do Trabalho uma denúncia e abriu processo na Justiça do Trabalho contra a NORMATEL, ainda em agosto, para garantir o pleno direito dos funcionários.
No período do processo, infelizmente, o Sindicato da Categoria sequer informou aos trabalhadores o que estava acontecendo, o que gerou imensa revolta de todos. No final de 2012, os membros da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e outros companheiros procuraram o Movimento Luta de Classes após verem uma paralisação dos petroleiros organizada pelo Sindpetro. A partir de então o MLC, junto com uma comissão dos trabalhadores da empresa, encaminhou uma assembleia da categoria no dia 21 de dezembro e realizou uma paralisação de advertência de 1 dia para pressionar o patrão. Na ocasião, a direção da LUBNOR e da NORMATEL bloqueou os crachás de todos e os impediram de entrar após o feriado de NATAL. Vendo o desrespeito da empresa, os mesmos trabalhadores, profundamente indignados, decidiram parar as atividades até o dia 7 de janeiro. Esse era o fim do prazo dado pela Justiça do Trabalho para os patrões apresentarem uma proposta para pagar o aumento.
Mesmo assim, sem nenhuma preocupação com o processo, o patrão marcou a reunião somente para o dia 9 de janeiro. Todos decidiram, então, aguardar a notícia da negociação na porta da empresa. Numa demonstração de muita coragem e combatividade, os 94 funcionários realizaram uma assembleia na entrada do prédio com muita agitação e aguardaram durante 3 horas o resultado da reunião com os responsáveis da empresa. Na mesa de negociação, que contou com a participação de 5 trabalhadores democraticamente eleitos pela assembleia, num ato de cinismo e irresponsabilidade, os representantes da NORMATEL ENGENHARIA informaram que não pagariam o reajuste e esperariam a decisão da justiça. Em virtude da pressão, no entanto, informaram que não cortariam os salários nem a participação no lucro dos empregados e negociariam os dias parados, o que já representou uma vitória.
Fica clara a sede de lucro desse patrão MISERÁVEL! Embora o contrato com a LUBNOR seja de R$ 7 milhões, não se dispôs a pagar sequer o aumento salarial, o que não representa nem 2% do valor total desse mesmo contrato. Outra coisa muito importante: a própria LUBNOR sequer autuou ou penalizou essa empresa. Por que será? Mas, o dono da NORMATEL não perde por esperar! Os trabalhadores continuarão mobilizados para garantir seus direitos.
Por fim, é importante ressaltar que o mais importante foi a UNIÃO dos trabalhadores resultante dessa paralisação. A consciência de todos ficou ainda maior e puderam perceber que não é possível confiar em patrão e, portanto, o único caminho para a categoria, assim como para todas as outras, é muita LUTA.
Serley Leal (MLC) e Emanuel Oliveira (SINDPETRO), Fortaleza, Ceará
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
PRA ONDE VAMOS MESMO...
Segundo
o Britânico Centro de Pesquisas Econômicas e de Negócios (CEBR na sigla em
inglês) nossa economia retornará ao posto de número 7 no ranking das maiores
economias capitalistas do mundo em 2013. Descemos a escada pelo menos até
dezembro do ano que vem. Mas, longe de explicar os motivos e o que representa
essa queda (se realmente representa alguma coisa), esse mesmo ranking nos faz
refletir: o que temos haver com isso? Será o sentimento igual ao expresso em
quantas medalhas conseguimos nas olimpíadas? Ou no ranking da inescrupulosa
FIFA de melhores seleções do planeta? Comemoramos ou choramos?
Ora,
a desvalorização do dólar possibilitou essa queda no PIB (Produto Interno
Bruto). 11% de perda monetária durante 2012. Isso porque o Banco Central norte-americano
fez de tudo para reduzir os efeitos da crise capitalista mundial na sua própria
economia, ampliando a recessão no restante do mundo. Óbvio, então, que o fariam
pois esses detém o controle da emissão da moeda sem perguntar a ninguém se
devem ou não emiti-la. Ah..tá. Então, o ranking depende dólar? Isso. Quanto
mais desvalorizada for nossa moeda, menor será nossa economia.
O
sistema mundial capitalista, ou seja, a forma econômica que se baseia na
exploração do trabalho pelo capital é interligado por uma rede de dominação do
dólar sobre todas as demais moedas. Essas últimas são utilizadas, mediante câmbios
flutuantes, como meios para agregar altos índices de investimento estrangeiro e
uma política de exportação agressiva. Isso até agora e ninguém sabe até quando.
O Brasil nadou nessa onda muito bem. Os últimos anos são provas vivas disso.
Mas, atrair e financiar capital acarreta uma política de monopolização da nossa
economia. Foi também o que aconteceu! E o que ocorrerá cada vez mais.
A
tradicional teoria econômica socialdemocrata nos aponta a dependência do acumulo
de investimento na ampliação de demanda. Aqui esse axioma parece mais
mandamento da tábua da presidente Dilma. O governo garante financiamento para
esse investimento, subsidiando o capital, lhe ofertando rentabilidades estratosféricas
e, assim, se amplia o domínio centralizado do capital. Ao mesmo tempo, uma
sensação de tranquilidade na medida em que o emprego naturalmente cresce. Porém,
por pouco tempo! Assim é tal política econômica, um grande sonho numa noite de
verão. Tem dia e hora para acabar. Lembra do ranking? Nada mais do que disputa
publicitária e com ela vibração e choro. Talvez para esconder o real sentimento
que devemos ter: PREOCUPAÇÃO.
Mais
cedo ou mais tarde esse grau de monopolização causado por essa política econômica
acarretará um CRASH. Um blecaute econômico resultante da conjunção de fatores:
altas taxas de endividamento público e privado, altos índices de produtividade
e redução do valor real dos salários com inflação (mesmo sob controle) crescendo.
Talvez assim os mais fieis seguidores da bíblia socialdemocrata aprendam que
CAPITALISMO é um saco furado: quanto mais se põe (INVESTEM), mais o buraco
aumenta. Até o dia que o saco rasga e tudo cai. Quando isso ocorrer já é hora
de jogarmos esse saco no lixo.
Serley
Leal, presidente do Centro Popular Manoel Lisboa do Ceará
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Violentados em Fortaleza 822 crianças e adolescentes
Somente nos três primeiros meses do ano, 822 crianças e adolescentes foram violentados em Fortaleza, de acordo com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Mas esse número pode ser ainda maior, pois esse dado se refere somente aos casos atendidos neste órgão. O mais grave é que tais atrocidades foram cometidas pelos próprios pais ou responsáveis.
Esse absurdo nos leva a refletir o tipo de sociedade em que nossos filhos e filhas estão inseridos. Na realidade, o sistema capitalista não respeita nem mesmo a inocência das nossas crianças e acaba com as relações de afetividade entre pais e filhos. Através das músicas, filmes e novelas, sexualiza crianças e adolescentes. Até a moda tem fortalecido essa triste realidade. É comum vermos meninas usando roupas extravagantes, curtas e sapatos de saltinho, sendo transformadas em mulheres-pequenas. Muitas vezes crianças e adolescentes são vistas dançando coreografias com gestos obscenos de músicas com letras pornográficas. Dessa forma, crimes como a pedofilia, o abuso sexual e a prostituição de crianças e adolescentes são fortalecidos e naturalizados.
Se a humanidade não transformar essa sociedade, acabando com o capitalismo, uma realidade cada vez mais dura será imposta para todas as crianças, homens e mulheres.
Paula Virgínia Colares, Fortaleza
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